terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pra começar... Eu.



Quando você é criança espera desesperadamente que os anos passem para finalmente conseguir tudo o quê quer. A adolescência chega e um único número ronda sua cabeça: 18, 18 anos, liberdade, e mesmo não tendo mais que 15 você jura que já viu de tudo e que está pronto para o que der e vier. Daí os 18 finalmente chegam e.... pluft... NADA  muda. Tu só se torna um idiota mais velho, que finalmente começa a envelhecer e então o 'Sr.-sabe-tudo' dos 15 anos, que muito pouco mudou até os 18, é obrigado a reconhecer que não sabe é nada, que está só saindo das fraldas.

Aí começa aquela época que tudo o que você mais quer é voltar a seR criança. Não ter responsabilidades. Voltar pra barra da saia da mamãe e descobrir como aquelas manhãs assistindo Thundercats e Power Rangers eram sensacionais. É nessa hora, que se começa a dar valor para tudo que sempre teve, mas é tarde de mais. A vida já está batendo na sua posta, ou melhor, já entrou sem pedir licença e te arrasta pelos cabelos, porque é preciso seguir.


Você acorda e não sabe por qual motivo. Vai trabalhar. Estuda. Sai. E aprende a levar a vida no automático sem sequer perceber que tá virando exatamente tudo que sempre detestou aos 15, 16, aos 18, tudo que sempre detestou até ontem. A casa dos vinte chega e o tempo VOA.  No final das contas, tudo o que você quer é achar o seu lugar em meio à confusão. 

Aqui jaz os medos, angústias, neuras, alegrias, pensamentos, análises, bobagens e o que mais der na telha desse cara na casa dos 20, inseguro, sentimental, metido a sabe tudo e sarcástico