terça-feira, 12 de julho de 2011

Recuceteio - A teoria

Ahhhhh, o bom e velho recuceteio! Você não sabe o que é? Peraí que já explico:  Pedro é amigo de Paulo, que por sua vez namorou Rafael, este conhece de vista o Luiz, que é amigo de Hugo, que estudou junto com o Pedro.

Pedro e Paulo vão à uma balada, nela, Pedro reencontra Hugo e apresenta-o ao Paulo, Paulo e Hugo ficam. Enquanto Paulo e Hugo ficam, Pedro esbarra com Luiz no bar e é paixão instantânea, nesse mesmo horário, porém em outra balada na mesma cidade, Rafael conhece Henrique, que acabou de terminar um relacionamento com Claudio.

Dois meses se passaram Pedro e Luiz estão namorando, Paulo e Hugo não passaram de um one night stand e Rafael e Henrique nem trocaram palavras depois da balada. Então, nossos heróis caem na noite novamente, coincidentemente na mesma boate.

Henrique conhece Paulo na pista de dança e eles ficam. Rafael e Hugo se olham, dançam um pouco juntos e ficam; Pedro está viajando à trabalho e Luiz sai sozinho pela noite e após algumas doses inicia uma conversa com Claudio, conversa essa que termina na cama de Luiz.

Resultado final: Henrique ficou com Paulo, sem saber que este era ex de Rafael; Rafael, ficou com um amigo do amigo do seu ex; Hugo, ficou com Rafael sem saber que ele é ex do seu amigo Paulo; ao mesmo tempo que Luiz se entretinha com o ex de Henrique, Claudio, enquanto seu namorado, Pedro, estava trabalhando fora de São Paulo.

A explicação pareceu confusa? Experimente passar pela situação para ver o que é confusão de verdade. Ahhh, o recuceteio...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

É você...



E assim, do nada, teu nome surge de novo em minha cabeça, como erva daninha que por mais que eu mande embora acaba voltando. Não, não choro mais, nem sofro, mas carrego comigo essa sensação estranha que parece que nunca vai desaparecer.

Nessa falta que vez ou outra me consome eu chego a me ver pegando o ônibus sentido tua casa, me vejo parando em teu portão, brincando com o cachorro para ele latir e denunciar que cheguei e assim não precisarei te chamar, então você sai, usando moleton e descabelado, com cara de sono, porque cheguei cedo justamente pra te ver mais menino, manhoso e saindo da cama, como eu fazia nos velhos tempos. 

Então, lembro que mais de um ano já se passou, que somos estranhos com um passando em comum vivendo na mesma cidade; lembro que não sei nada de ti atualmente, tampouco você sabe de mim e fico me perguntando: para quê fazer todo o caminho sentido tua casa? Pra gente ficar frente a frente, olhar um para o outro de novo e agir como se não se conhecesse? 

Melhor eu ficar do outro lado da cidade, como se houvesse uma linha delimitando onde meus dias devem acontecer: longe dos seus e só a noite ou as coincidências do destino podem nos juntar novamente, ainda que por segundos, ainda que com uma multidão ao redor, ainda que com um simples beijo no rosto eu vá embora evitando te olhar de novo, porque te ver dói e também porque mesmo com tanto tempo ainda tenho seu cheiro gravado na memória, e sinto que é você e só você.