segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mom gone wild



Sua mãe acorda no dia de folga e enquanto arruma o quarto grita: 

Ela: Aaaaaaaaaaaaaaaaalan,ouvi no rádio uma música que fica "Hey ey ey heyey eh eh" quem canta? É Madonna? Você conhece?
Eu (grito do meu quarto): Sim, mãe, é Madonna. 
Ela: É, senti um "Q" de Madonna mesmo. Coloca ela pra tocar alto?
Eu: Tá bom... (Dou play no remix do Offer Nissim)
Ela (entra no meu quarto jogando o ombro): Noooooooooosa! Contagiante essa versão. Passa pro meu celular? 

Tem como não amar?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Chasing Pavements




Quem já leu o meu perfil aqui do blog, sabe que sou um fisioterapeuta em construção. Isso mesmo, um estudante de fisioterapia. Com orgulho. Até certo tempo atrás.


A verdade é que em pleno sexto semestre da faculdade eu resolvi pendurar as chuteiras. Acordava todos os dias para aula e não e sentia fazendo parte daquele mundo de jalecos, radiografias e estetoscópios. Nunca me senti tão perdido.

Não quero parecer insensível, mal agradecido, nem nada, só não quero passar o resto dos meus dias ouvindo reclamações de pessoas que não conseguem agradecer por estarem vivas; assim como não quero lidar com profissionais frustrados com síndrome de 'sou médico'. 

Nem sei exatamente em qual aula, atendimento ou estágio meu encanto morreu e passei a não mais me sentir apto para continuar o que tinha começado, só sei que por agora, tenho um semestre de descanso. Talvez retomar aulas de inglês para desenferrujar, tirar minha carta de motorista e economizar para minhas tão sonhadas férias internacionais no ano que vem.  Talvez daqui a alguns meses eu venha a me arrepender. Talvez não. 

Profissionalmente não me sinto nada bem. Novas perspectivas tem aparecido no horizonte, ou melhor, voltado ao horizonte. Perspectivas que me apareceram aos 17, às vésperas do vestibular. As vezes, pergunto-me os motivos pelo qual resolvi cursar oque cursei até agora. Não consigo encontrar a resposta disso mais. 

Pensando pelo lado positivo: não serei mais um fisioterapeuta que pensa em lotar o bolso de dinheiro sem realmente tratar seu paciente, como vi MUITO por aí. Eu desisto. Vou procurar novas calçadas pra andar, novos caminhos, vou procurar meu lugar e sei que mais cedo ou mais tarde vou encontrar. 

O futuro? Incerto. Sempre foi. A única certeza: fevereiro volto para o primeiro ano de algo que nem assumi a mim mesmo que vou cursar, mas que sempre teve muito a ver comigo. Desejem-me sorte!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Padrões #OldButGold



Sou do tipo de pessoa que vê graça onde normalmente a maioria não vê Não que meu senso de humor seja apuradíssimo, longe disso, sou até que normal. Sarcástico na medida do possível e observador na maior parte do tempo. Nasci assim: observador nato, taurino convicto. Posso até fingir que não vi, que não entendi e que não é comigo, mas vi, entendi e aqui dentro já tem um plano traçado e em andamento a muito tempo; mas a questão não é essa.

Nessas observâncias que as vezes me pego mergulhado, comecei a perceber que invariavelmente repetimos padrões. Como num ciclo vicioso. E vi graça nisso. Eu explico: seu atual pode parecer extremamente diferente do seu ex, mas no final, se olharmos detalhadamente, ambos se parecem. Seguem um padrão. Seu padrão.

Você repete um padrão e se parar para olhar os álbuns da vida irá perceber que até você, para muitos, também é um padrão. Estamos fadados. Fomos padronizados.

Nota do autor: escrito no dia 18 de março de 2012.