segunda-feira, 25 de março de 2013

A carta que eu mandei...

Nos últimos posts eu contei a história do Rico, meu ex(-amigo). Bom, assim que postei a primeira parte da história sai em busca de um jeito de falar com ele e adivinhem qual foi o único que consegui? Facebook.

Escrevi 1001 coisas, não mandei nenhuma delas. Acabei enviando uma mensagem simples falando que sentia muita saudades dele e pedindo desculpas por tudo. E... Ele simplesmente não respondeu, mas leu.

Eu poderia ficar triste por isso, mas não fiquei. Ele tem razão em não me querer por perto depois do suposto estrago que causei. Não vou mentir que a falta dele continua aqui, porque continua, mas de certa forma ela foi apaziguada.

Talvez ela só tenha apaziguado devido meu eterno lema taurino de vida: se tiver de ser, será! A única certeza nisso tudo é que meu carinho por ele nunca diminuiu e duvido que diminua. Vou continuar esperando um inbox. Quem sabe um dia...

segunda-feira, 11 de março de 2013

A carta que eu não mando


 
(Para ler ouvindo...)

O namoro não durou nem um mês, porque eu terminei, sem muitas explicações ou tentativas. Achei que deixar o namoro seguir em frente era me iludir e iludir a ele mesmo, porque no fundo, acho éramos só amigos suprindo uma carência mútua.  

Hoje, já faz mais de dois anos que não sei por onde meu amigo anda. Ele cortou relações comigo após o termino. Não o culpo. Nem guardo mágoas, mas me incomoda saber que talvez ele as guarde. No fundo, sempre fomos exatamente isso: amigos, antes de qualquer beijo, de qualquer erro. 

Há uma coisa que eu sempre quis dizer a esse amigo nesses dois anos, além de 'desculpa', que nunca consegui: sinto sua falta. Talvez mais do que de qualquer outra pessoa que tenha passado por minha vida e saído dela. Sinto falta das madrugadas em claro bebendo e papeando pela cam. Falta das risadas, das piadas internas, das tirações de sarro sem fim. Dos casos e acasos de faculdade, dos medos compartilhados e principalmente, dos planos de fazíamos juntos. 

Lembro de quando ele falava que ia arranjar um marido rico, se cobrir de roupas de marca e ter três filhas adotivas. Lembro de quando dizia que no fundo, eu era Charlotte, apesar de me sentir Carrie e fingir ser a Samantha. Lembro de quando imaginávamos o terror que tocaríamos por sampa quando ele finalmente viesse morar aqui. 

Lembro de como ele fazia eu me sentir inteligente e acima de qualquer coisa, lembro de quando me incentivou a escrever. Hoje, se o Crônicas existe, é porque ele elogiava as baboseiras que sempre coloquei num papel, mesmo sabendo que seus escritos eram anos luz melhores do que qualquer linha que eu tenha postado. 

Volta e meia me pergunto: como ele está, se odeia muito? Como andaria aquela amiga dos tempos de escola? Como está aquele roomie ht super mente aberta? Se aquele boy narniano da facul já assumiu que gosta dele? São tantas perguntas sem respostas e que talvez permaneçam assim...

A verdade em tudo isso, é que eu sinto falta da nossa amizade. Falta do apoio, das alegrias divididas, dos problemas compartilhados, das risadas, dele, porque por mais que o tempo passe, amigo Rico, essa amizade interrompida ainda me pesa e dói saber que nunca mais dividiremos um cigarro bebendo em silêncio. Nunca mais Ruth e Raquel...


terça-feira, 5 de março de 2013

Rico

Eu era só um adolescente, nem lembro ao certo com quantos anos, quando o conheci. Pela internet, através de um grupo do Yahoo que nem sei mais se existe, mas ainda hoje, quando lembro do grupo, só consigo lembrar dele. Ele não era alto, nem malhadão, mas tinha uma cara de criança e uma inteligência de deixar qualquer um de queixo caído. 

Lembro da euforia quando chegavam seus e-mails, de quando ficava relendo o que tinha escrito como resposta e ainda ficava imaginando a cara dele quando abrisse e lesse meus últimos problemas com o na época namorado. Eu sei, para muitos, talvez esse post fosse contar um romance de adolescente, mas não, trata-se de um amor mais verdadeiro: amizade. 

Ele ficou do meu lado quando meu primeiro amor se foi, ficou comigo madrugadas a dentro ouvindo problemas de 'outing', acompanhava cada cagada minha nesse mundão de meu deus e tudo isso a distância, porque nós por muito tempo não tínhamos nada, a não ser o computador, como elo. 

Lembro da primeira vez que nos vimos pessoalmente, anos depois de termos começado a nos falar. Ele tinha vindo da cidade onde fazia faculdade para passar uns dias em  SP e por coincidência ele estava num apartamento na esquina da rua da minha balada favorita. E lá fomos nós...

Tequila, música, muita gente, eu beijo um cara aleatório, mais tequila e nos beijamos. Talvez esse tenha sido nosso primeiro erro, ou não. Ele voltou para a cidade e a faculdade dele e eu continuei em SP. Tempos depois, fui até sua cidade e em outra balada, acabamos nos beijando novamente. Nosso segundo erro.

Também não sei ao certo se o que me agradava era a 'poesia' que um possível namoro a distância remetia, ou se era o fato de saber que ele se importava comigo mesmo eu não valendo absolutamente nada e não sendo nem metade do que ele já era, mas mesmo assim começamos a namorar.

Continua...