quinta-feira, 9 de maio de 2013

Infinito particular

Bom taurino que sou, encontro-me em pleno inferno astral. Touro, ascendente em leão e lua em aquário, logo, imaginem uma pessoa EXTREMAMENTE passional, cabeça dura, ciumenta, que adora uma atenção e muda de ideia com a mesma força com que a teve. É, as vezes não faço muito sentido mesmo.

Pra ser honesto, meu maior defeito quanto filho de Afrodite, nem é ser teimoso, mas sim ter uma dificuldade extrema de deixar as coisas e pessoas irem embora. Prova disso é esse blog e meu quarto: acumulo coisas, guardo lembranças, ligo lugares a pessoas, músicas a situações e passar pelos lugares, ouvir as músicas ou rever certas coisas ou pessoas me causam uma viagem no tempo como se tudo tivesse acontecido ontem.

O mais engraçado é que no meu inferno astral é justamente quando mais me sinto propenso a reavaliar minha vida. Rola toda aquela crise de consciência típica de quem não quer reconhecer que está envelhecendo e ao final desse período eu saio renovado, mais leve e quase sempre com memórias físicas a menos guardadas. 

Tempos atrás, resolvi reformar meu quarto. Dois dias de massa corrida, lixa aqui, pinta ali e meu quarto está novo e junto com as energias antigas que as paredes tinham, foram embora também outras marcas: as do Alan adolescente. Sim, meu quarto era o MESMO desde adolescência, sem nenhuma mudança. Passei por muita coisa aqui, então imaginem como foi trocar móveis, mudar cores, mergulhar nas caixas, agendas velhas, ingressos de cinema, fotos, nas lembranças... 

Revivi tudo: sorri relembrando coisas boas, senti por planos perdidos com o passar dos anos, senti saudades de pessoas que não sei mais por onde andam, revivi cenas, li coisas que nem lembrava ter escrito, rasguei fotos, cartas, bilhetes, joguei fora ursinhos, livros, enfeites, presentes de ex-amigos... Ao final da reforma, eu tinha um quarto novo e uma alma leve, renovada. 

O inferno astral ainda durará uma semana, as pseudo crises intelectuais de inferno astral mal se fizeram sentir esse ano, só o humor que anda numa montanha russa enquanto eu perco um pouco o filtro da boca com relação as 'minhas verdades'. Estragos a parte, preparem os presentes e seus corações: Alan 2.3 vem aí e com ele, novas crônicas!