sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O fim e o começo



Passei o resto da semana sem falar com Ele. Junho chegou e com ele, mais uma sexta na buatchy... Eu havia pedido ao meu melhor amigo que ficasse ao meu lado o tempo todo, que não me deixasse ficar com ninguém e que se alguém chegasse, que ele pagasse de namorado pra despistar (como sempre fazíamos em noites de 'não quero ninguém'). 

Lá pelas duas da manhã eu já estava levemente calibrado de tequila, quando subo no queijinho da buatchy pra dançar com meu amigo sem nos importamos com mais nada. Olho pro chão e lá estava O Taurino, por um segundo eu senti as coisas ficarem lentas e parei de dançar, num misto de vontade de ir até lá e de vontade de ir embora, até que meu amigo vira pra mim e diz:

-Ele é bem seu tipo.
-Assiste eu pegar. (Porque sou desses. Hahahahahaha)

Fui lá e fiquei com ele. Trocamos tel e ele disse que precisava ir ao bar. Eu, fui pra outra pista. Passei o resto da noite com meu amigo, ele não pegou ninguém e nem eu voltei a pegar outro cara, até que voltei para a primeira pista e BANG reencontrei o Taurino.

A noite acabou e continuamos nos falando, nos vendo... E nada de sinal de vida do trintão. Eu e o Taurino começamos a namorar e tempos depois, fui a mesma festa em que conheci o Taurino, dessa vez já como namorados. Era aquela típica noite em que eu sairia pela primeira vez sem meus capangas, vulgo, amigos e conheceria os amigos dele. 

A noite já ia alta, eu sentia os músculos leves e a cabeça levemente zonza, até que tentei atravessar a multidão de corpos se movendo com a música para chegar ao banheiro, quando no meio da multidão, reconheci o Trintão parado justamente no caminho pelo qual eu teria que passar. Ele me viu, eu parei, cumprimentei, apresentei o Taurino e segui meu caminho, literalmente.

Naquela noite, sonhei que me despedia do Trintão: no sonho eu tinha certeza que nunca mais o veria, mas dentro de mim havia uma sensação de liberdade incrível, não de tristeza. Então, eu dizia tchau parado numa grande avenida de mão dupla enquanto esperávamos os sinais ficarem verdes para irmos cada um em dia direção. Ele me dava um abraço, eu sorria, ele dizia que não entendia o motivo do riso e eu respondia: você nunca entendeu. Me virava e atravessava a avenida deixando-o parado com cara de confuso. Então, eu andava pelos prédios sabendo que não fiz o mínimo sentido, pensando bem, nunca fizemos...

Dia seguinte, acordei feliz e fiquei estendido na cama pensando no Taurino e na última noite como um todo, então, minha mãe ligou no meu celular só pra saber como eu estava e ao desligar lembrei de duas coisas que ela sempre me disse para levar em consideração tratando-se de relacionamentos:

1 - se não te deixa pensar direito e não te deixa quieto, não é amor, é apego.
2 - se ao abrir os olhos, a primeira pessoa que te vem na cabeça é ele, então pode sorrir a toa que é amor.

E eu estava sorrindo...


Nota ao autor: O Trintão voltou pro Ex-que-é-vizinho tempos depois do meu sumiço e eu... Bom, modéstia parte, eu ando feliz pra cachorro.