segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Season finale


Para ouvir lendo...

Enumerando brevemente meu 2014: fiquei desempregado, consegui outro emprego, passei por momentos delicados em casa com a saúde de uma pessoa querida, fui assaltado a ponto de só ficar com as chaves de casa, terminei um relacionamento e senti mais do que nunca vontade de deixar São Paulo sem olhar para trás. 
No começo do ano, em pleno desemprego, calei essa vontade de me mudar porque afinal, tinha o Taurino comigo. Agora, no final do ano, não o tenho mais e minha vida profissional tem me empurrado cada vez mais pra outros locais. Locais que me pego imaginando como seria morar ali, fazer parte do dia-a-dia, imagino a rotina, o acordar num sábado pela manhã ou passear pelas ruas no domingo a tarde.

Lição 1: deseje tudo de coração, a vida trará isso de encontro a você! 

Ontem, enquanto São Paulo era destruída pela chuva, eu fui a uma festa de música brasileira. Deveria ter ficado em casa. Encontrei o Taurino. Enquanto sóbrio, toda a conversa de 'vamos nos preservar, fazer a noite leve e agradável pra ambos' funcionou. Após umas latinhas da parte dele, o que presenciei foi digno de um adolescente descobrindo a própria sexualidade. 

Lição 2: idade é um número. Maturidade, uma escolha que nem sempre os outros podem fazer e cabe a você tê-la por dois, mesmo quando o outro está beirando os trinta. 

Hoje eu não consegui dormir após a festa, era muita coisa pra assimilar, então tomei um banho, coloquei um jeans e uma camisa e fui ao escritório, mesmo estando de férias até dia 05/01. Eu estava virado, desanimado e levemente aéreo depois da noite exaustiva, mas mesmo assim precisava ocupar a cabeça. Meu chefe estranhou minha presença e meu desânimo e com um tato sem igual soltou (mesmo sem saber o que eu tinha): "Relaxa, Alan... O ano está acabando e dias melhores virão". Eu sorri e vim embora para casa. 

Lição 3: as vezes, um conforto vem de onde você menos imagina.

Eu vim para casa de peito apertado, para descobrir que metade dos meus amigos já haviam me procurado em casa. Como recentemente fui assaltado, ainda estou sem celular e meus pais estavam dormindo quando cheguei e sai, logo, ninguém me viu. Como sai da festa mais cedo que o normal e ao ligarem em casa foram informados que eu ainda não havia chego, meus amigos estavam em um desespero que foram necessárias algumas ligações para acalmá-los de que apesar dos pesares estou inteiro e de pé. 

Lição 4: a vida coloca verdadeiros anjos do seu lado, pra te ajudar até quando você acredita que não precisa. 

E contrariando toda e qualquer promessa que eu tenha me feito, toda raiva e toda vontade de deixar 2014 para trás, quando minha mãe me deu um abraço de boa tarde eu pude chorar por tudo o que estava guardado sem chorar nos últimos meses. 

Lição 5: porque o amor da minha vida é casada com meu pai...

Ainda não consigo concluir se este ano foi positivo ou não. A verdade é que odeio anos pares, ano que vem já tem minha simpatia pelo simples fato de ser ímpar. Então, aos leitores desse espaço, toda energia positiva do mundo nesse ano que se iniciará, muita luz, saúde, discernimento e maturidade. Vejo vocês em dias melhores! 




quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Errejota



Exatamente um mês atrás, eu larguei SP em um feriado prolongado e fui ali dar um pulo no Rio. Era pra ser uma viagem sozinho, depois virou em dupla e terminou em quatro amigos num carro feat. melhor viagem da minha vida. 
Turistei muito, peguei sol, morri um pouco olhando os meninos do rio em Ipanema, bebi na Farme do Amoedo, vi o melhor pôr-do-sol da minha vida no Arpoador, subi no Cristo, visitei o Parque da Laje, fui à Lapa, sambei, fui ao baile funk mais alternativo do mundo, conheci gente nova, fiz amizades, dancei muito, ri mais ainda, tirei fotos, vi paisagens lindas, cai na faceiragem, beijei, me apaixonei pela beleza da cidade e talvez tenha até encontrado bons motivos para voltar.
Não sei exatamente onde entre o Cristo Redentor, a Farme do Amoedo e a Lapa que consegui reencontrar o Alan que dava risada fácil depois de algumas cervejas, mas algo na cidade, no calor, no mar e nos dias ali fizeram-me reencontrar aquela faísca de ânimo pra seguir em frente e deixar a fase cinquenta tons de bege em que entrei após o término com o Taurino.
Então, hoje, quando me lembrei que estava fazendo as malas na mesma data mês passado, pude sorrir, colocar uma playlist carioca pra rolar, mergulhar na nostalgia e escrever esse post enquanto uma outra janela apitava com um dos motivos pra eu querer voltar ao RJ me dando boa noite.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Dúvidas

(Para ouvir lendo...)

Quando tudo acaba para onde vai todo aquele amor e consideração que se dizia sentir? Há um interruptor emocional que faz você desligar o seu 'amor' e ligar o foda-se? Sair por aí pegando geral não é sinônimo de vazio? Há amizade entre ex's assim recente? 

Enquanto essas e outras questões se passam pela minha cabeça, eu vou contra meus instintos em manter contato com um ex namorado recente. Fico aqui, me apegando ao fato de que não tem porque interromper esse vínculo com alguém que me fez bem antes. A questão é que por agora eu ainda não estou completamente bem resolvido com o que nos tornamos. Amigos... 

Não. Não somos amigos. Nunca fomos amigos. Nem sei se um dia chegaremos a ser. Fico me repetindo que um dia tudo isso há de passar para que possamos finalmente voltar a fazer parte do dia-a-dia do outro. Talvez isso nunca ocorra. 

Por hora, sou só um amontoado de questionamentos, de sentimentos sem vazão. Sou essa vontade de sair de SP sem olhar para trás, porque ao mesmo tempo que essa cidade muito me deu e fez por mim, também me faz lembrar o quanto já me tirou e foi maldosa.